Domingo, Setembro 11

baldeação

Novo endereço. Atualizem seus bookmarks, por gentileza.

Sábado, Setembro 10

A melhor cantada

Ron Burgundy: Tenho que dizer que você tem um traseiro absolutamente fabuloso. Sério. Eu gostaria de ficar amigo dele.

Sexta-feira, Setembro 9

Filme de amor


Amor Em Jogo


Das melhores coisas que vi no ano. Até ia escrever mais, mas o puto do Guilherme o fez antes e com mais precisão:

"O filme mostra o relacionamento entre uma executiva bem sucedida (Drew Barrymore) e um professor de matemática fanático pelo Red Sox (Jimmy Fallon). Em qualquer outra comédia romântica, os dois conviveriam e permaneceriam juntos apesar das diferenças. No cinema dos Farrelly, os dois estão juntos POR CAUSA dessas diferenças."

Fiquei emocionado, naturalmente.

Quarta-feira, Setembro 7

chora cavaco


Ótimo disco esse 4 dos Los Hermanos. Apesar das composições cada vez mais enfadonhas do Amarante, fiquei feliz com os rumos da banda. É impressão só minha ou as músicas estão cada vez mais cinematográficas? A maioria delas tem variações melódicas que me parecem narrativas bem definidas. Foi o que mais me chamou a atenção desde as primeiras audições. Morena deve ser a melhor música do álbum, seguida de Pois É e Horizonte Distante.

"Algumas exposições erradas; enquadramentos banais; assuntos pífios."

Tomei a liberdade de criar mais um fotolog destinado ao pó de um não-canto do não-lugar chamado internet.

Dançando comigo mesmo

Uma boa companhia nunca é dispensável, mas ver filmes sozinho sempre foi um prazer. Hoje fiz típica sessão cinema-almoço-cinema (Castelo Animado, nhoque ao molho quatro queijos e Penetras Bom de Bico), do tipo que faço há um bom tempo. É ótimo sair do cinema sem que sua opinião seja requisitada. Com filmes ruins isso não chega a ser um problema, pois a única forma de tolerar sua existência é falando mal deles. Já com os bons é diferente. Falar sobre eles imediatamente depois de assistí-los parece diluir a experiência. Pelo menos pra mim. É como se fossem parasitas que se alojassem no meu sangue. Tenho que deixá-los crescer e se habituar à nova casa. Depois, estão a salvo de mim mesmo. Acho que a maioria dos cinéfilos têm pelo menos algumas centenas desses parasitas circulando na corrente sanguínea, disputando corridas e mastigando cérebros e tecidos.

Sexta-feira, Setembro 2

Being Takeshi Kitano

Sábado, Agosto 20

Oficina do Diabo II

À moda dos produtos piratas, como as pilhas recarregáveis da SQNY ou os tênis Rebok, imaginei que seria rentável escrever e publicar versões alternativas e precárias de clássicos da literatura, como "D. Quichote" ou "Moby Sucks".

Oficina do Diabo I

Em meio a manifestações contra e a favor de uma série de questões, fatos e personagens políticos da atualidade, gostaria de ver uma silenciosa passeata de neutralidade - milhares de pessoas caminhando pela Paulista com as mãos jogadas para trás, olhando o céu poluído.

Segunda-feira, Julho 25

Cara com enxerto de colágeno e polissacarídeos de cartilagem de tubarão

Lendo atualmente Neuromancer, do William Gibson (edição nova da ed. Aleph, tradução do Alex Antunes, muito boa).

Desde a primeira frase, meu cérebro não pára de ricochetear no crânio.

Laerte

Há algumas semanas o Laerte vem cravando tantas tirinhas perfeitas que coloquei uma foto dele num altar improvisado com um copo de vinho Piagentini do lado. Nonsense existencialista (!), experimentalismo, KAFKA. Puta que pariu.

Folha, 24.07.2005

Domingo, Julho 3

Guerra dos Mundos

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Crítica aqui.

Preciso rever para confirmar certas impressões, mas a sessão de Guerra dos Mundos foi uma das mais fascinantes dos últimos anos. Desde já afirmo meu desdém por questões políticas subjacentes no filme. Ou melhor: Spielberg faz questão de povoar a tela com inúmeras referências a 11/9, mas a luta da família pela autopreservação se desvia de todas elas. Na minha opinião, Spielberg coloca a política em jogo somente para deslocá-la para baixo na escala de prioridades humanas em tempo de horror. A família, claro, assume o topo. Nada mais coerente, a julgar pela carreira do cara.

O que me interessa realmente é o que esse senhor faz com a câmera e a narrativa. Obra de mestre. Melhor filme dele em mais de 20 anos (o que significa ser superior a filmes formidáveis como Minority Report, A.I., O Resgate do Soldado Ryan, Jurassic Park, Indiana Jones e a Última Cruzada, A Lista de Schidler etc). Filme do mais absoluto caralho, das coisas mais brutais que o cinemão colocou em cartaz nos últimos tempos.

Domingo, Junho 26

Naive

Pânico na TV! segue sendo muito engraçado, mas os caras têm de se preparar muito mais pra fazer humor da política. Ingênuos demais. É muito mais fácil tirar sarro de sub-celebridades em festinhas do que ridicularizar políticos com décadas de vida pública nas costas. Esses sim são os verdadeiros artistas.

"enfia no cu aquela banda 'que faz uma misturinha esperta'" ® Guilherme Gaspar

Cake dia 5 de agosto aqui em São Paulo, naquele hotel em forma de melancia, na Brigadeiro Luís Antônio. Não sei o que pensar disso. Show do ano, provavelmente, caso o Wilco continue não vindo.

Give me Kubrick or give me death

Sensacional: um bom cidadão mostra como montar uma steadycam com apenas 14 dólares estadunidenses.

Montarei um sistema desses, assim que adquirir a câmera.

Dave Grohl permanece o cara

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Uma bela capa


Li numa resenha que o Foo Fighters executa um "rock muscular". Adorei a definição. Não imagino o Dave Grohl vivo depois de um show com as músicas RRROCK de "In Your Honor". Álbum duplo, mezzo elétrico mezzo acústico. Pra falar a verdade, ainda não ouvi direito a segunda metade. A primeira, dez botinadas na cara, me quebrou os dentes e erodiu 70% de minha audição. Nada de especialmente iluminado nas letras, mas a combinação de guitarras distorcidas direto no amplificador, Dave criminosamente inutilizando a garganta e o estranho clima solene das músicas me conquistou na primeira audição.

Apenas lamento o clipe de "Best Of You", dirigido pelo Mark Pellington (o mesmo de "Jeremy", do Pearl Jam). Sério, que cara cansativo. O cara desde pelo menos 1992 utiliza os mesmos truques visuais e style (imagine o Marcos Mion dizendo isso: sim, a idéia é soar patético), tanto nos clipes quanto nos filmes ("O Suspeito da Rua Arlington" e aquele que esqueci o nome, com o Richard Gere como viúvo que vê um homem-mariposa e etc, interessante até).

Quarta-feira, Maio 25

Eu queria ser bonito

Entrevista com Wander Wildner, aqui.